sábado, 3 de julho de 2010

A Liturgia Evangélica 11: A Confissão Comunitária

Por Michael "iMonk" Spencer

The Evangelical Liturgy 11: The Corporate Confession originalmente publicado em InternetMonk, 23 de setembro de 2009. Traduzido com permissão.

Acompanhe esta série clicando em Série: Liturgia Evangélica.

Leitura complementar: How Corporate Confession saved my faith [Como a Confissão Comunitária salvou a minha fé]. E a parte 2. De nosso amigo Patrick Kyle. E uma maravilhosa coleção de confissões comunitárias evangélicas podem ser encontradas neste post em Reformation Theology.

TODO-PODEROSO e misericordioso Pai; nós temos errado e nos desviado de teus caminhos, qual ovelhas perdidas. Nós temos seguido por demais os desígnios e desejos de nossos próprios corações. Nós temos transgredido as tuas santas leis. Nós temos deixado de fazer aquilo que deveríamos fazer; e temos feito aquelas coisas as quais não deveríamos fazer. Não há em nós nada que seja são. Mas tu, ó Senhor, tem misericórdia de nós, miseráveis pecadores. Poupa, ó Deus, tantos quantos confessam a ti suas ofensas. Restaura tantos quantos são penitentes, segundo as tuas promessas declaradas à humanidade em Cristo Jesus, Nosso Senhor. E concede, ó Pai de misericórdia, por seu amor, que nós possamos doravante viver uma vida de santidade, justiça e sobriedade, para a glória de teu santo Nome. Amém. (Livro de Oração Comum).

DEUS Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Criador de todas as coisas, Juiz de todos os homens; nós reconhecemos e deploramos a multidão de nossos pecados e perversões, os quais nós, de tempos a tempos, temos lamentavelmente cometido, por meio de nossos pensamentos, palavras e ações, contra tua Divina Majestade, provocando com justiça a tua ira e indignação contra nós outros. Nós vigorosamente nos arrependemos, e sinceramente deploramos tais nossas transgressões, cuja mera lembrança nos é pesarosa, e cujo fardo nos é insuportável. Tem misericórdia de nós, tem misericórdia de nós, ó Pai de misericórdia, por amor de teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo; perdoa tudo quanto se passou, e concede que doravante possamos servir-te e agradar-te em novidade de vida, para a honra e glória de teu nome. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém. (LOC)

EU confesso ao Deus Todo-Poderoso, e a vós, meus irmãos e irmãs, que eu tenho pecado, por minha culpa, em meus pensamentos e em minhas palavras, no que eu fiz e no que deixei de fazer; e rogo à Bem-Aventurada Maria, sempre Virgem, a todos os anjos e santos, e a vós, meus irmãos e irmãs, que intercedam por mim junto ao Senhor, nosso Deus. Que Deus Todo-Poderoso tenha misericórdia de nós, perdoe os nossos pecados e nos guie à vida eterna. Amém.

Senhor, tem misericórdia de nós. Senhor, tem misericórdia de nós.
Cristo, tem misericórdia de nós. Cristo, tem misericórdia de nós.
Senhor, tem misericórdia de nós.Senhor, tem misericórdia de nós. (do Rito Penitencial Católico Romano)


Pergunte a um visitante de primeira viagem em um culto litúrgico o que ele mais gostou, e há uma boa chance que eles digam "a confissão comunitária de pecados". Tem alguma coisa que é impossível de apontar, em se ver o povo de Deus, unido e em palavras conhecidas, dizendo que são pecadores e que precisam da graça.


A maioria de nós tem uma preferência, aqui. As melhores orações de confissão tendem ao que é antigo e familiar. As palavras nos encontram a cada semana, nos tomam pela mão e nos guiam ao trono da misericórdia. Deixados por conta própria, a maioria de nós não iria a lugar algum. Nós iríamos enrolar, nos perder e usar doses generosas do tão evangélico "ó Pai", e fazer uma oração, no geral, nada memorável. (Exceto naquelas raras ocasiões em que nós realmente estamos sentindo profundamente a nossa própria pecaminosidade).

Na maioria dos cultos, nós precisamos que a liturgia faça por nós aquilo que nós somos preguiçosos demais e cheios de má-vontade, para fazer. Reclamem sobre a espontaneidade o quanto quiserem, as orações do Livro de Oração Comum são professores memoravelmente úteis. Eles não fingem ser nada mais, nada menos, que o puro roteiro da nossa situação. Não há nenhuma mágica nisso. Elas simplesmente cobrem o que significa ser um pecador.

Aqui, eu não consigo me segurar: Vocês têm noção de quão malvisto esse tipo de linguajar é em muitos círculos do cristianismo hoje em dia? Será que nós nos damos conta de com que freqüência a profundidade e a abrangência dessas orações são substituídas com alguma versão de "se sentir moderadamente mal porque nossas vidas não são maravilhosas"?

E por favor, livre-nos desses novos liturgistas que inventam orações de confissão sobre qualquer que seja o tema politicamente correto do dia. Uma confissão comunitária deveria ser profeticamente fora de moda.

A confissão deveria, de alguma forma, ser uma resposta à descrição de Deus que é feita no Chamado à Adoração ou a música de abertura. Aqui está Deus, aqui estamos nós. O contraste é inegável. À confissão se segue a Declaração de Perdão, e sem a preparação e resposta corretas, isso passa uma mensagem errada. Elas devem servir à causa do Evangelho.

Não há muito motivo para fazer qualquer outra coisa, que não o deixar essas maravilhosas orações nos mostrarem o valor da confissão comunitária, e encorajar aqueles que planejam o culto a usar estas e outras orações similares, para nos ajudar a aprender a verdadeira natureza do pecado e a verdadeira atitude de humildade. Estes são alguns dos verdadeiros tesouros de qualquer liturgia.

Um comentário:

Pr. Hélio Francisco disse...

O povo da IPB de um modo geral parece que criou uma "aversão" a oração lida, como se só as "feita na hora" fossem de "coração". Eu tenho uma tendência a gostar do L.O.C. e até mesmo, em várias circunstâncias, eu já escrevi o que queria falar com Deus e depois li no momento de devoção, chego a orientar os neovitos a fazerem isto, ou aqueles que tem dificuldades de concentrar-se nas orações privadas!
Parabéns pelos esforços com o blog e continue....
PAZ - em Jesus Cristo!