sábado, 17 de julho de 2010

A Liturgia Evangélica 16: O Batismo

Por Michael "iMonk" Spencer.

 The Evangelical Liturgy 16: Baptism originalmente publicado em InternetMonk, 12 de outubro de 2009. Traduzido com permissão. 

Vou deixar isto claro de início: nós não vamos discutir a teologia do Batismo. Eu vou falar sobre o lugar do Batismo na liturgia, e o farei do ponto de vista de um credobatista descrevendo a liturgia de um culto protestante.

A maioria dos espaços formalizados de culto, mesmo os mais simples, têm um batistério ou uma pia batismal. Nestas igrejas onde o batistério/pia é uma parte permanente da arquitetura do culto, há um lembrete constante do lugar do Batismo na vida cristã.

Na minha tradição, a fé nos une a Cristo, mas o Batismo é a "confissão" de Cristo perante os homens, que inicia a participação junto ao povo reunido de Deus. O batistério/pia é freqüentemente uma parte do culto, pois Batismos são realizados e confissões de fé dadas nas águas batismais.

Visto que o Batismo não tem lugar na liturgia "comum" do culto da mesma forma que a Santa Ceia/Eucaristia, a inclusão do Batismo e da liturgia batismal no culto pode e costuma acontecer no início ou no fim do culto. Isto não é uma regra, claro, e o Batismo pode ser feito em qualquer ponto da liturgia onde o ministro queira enfatizar o Evangelho por meio do Batismo.

É importante que, na tradição credobatista, aquele que está sendo batizado faça uma confissão de fé antes de ser batizado. Muitas igrejas descobriram que esses testemunhos são alguns dos mais profundos momentos de culto durante o ano.

Uma liturgia batismal deve ressaltar o significado do Batismo, e encorajar todos os presentes a renovar sua confissão batismal.

Visto que as igrejas que batizam crianças não terão confissões ou testemunhos de conversão, elas podem incorporar testemunhos e declarações de qual é o significado do Batismo para sua própria tradição.

Não seria maravilhoso dizer o Credo com os candidatos ao Batismo aqui, na água, e batizá-los enquanto afirmam sua fé?

Algumas igrejas só batizam uma vez por ano, mas eu encorajaria aqueles que puderem, que batizem sempre que possível, de modo a incorporar temas batismais da tradição litúrgica e do Calendário Cristão no culto.

A variedade de teologias batismais não deve trazer muito impacto sobre o lugar do batismo na vida litúrgica, ou no uso do Batismo como tema para o culto público.

Por exemplo, o Domingo da Trindade tem óbvias conexões batismais, assim como a Quaresma e o Advento. A "nova criatura" que é nascida do Batismo aponta para o evangelismo e o discipulado. E de grande importância é o fato de que o Batismo é "o Evangelho na água", de certa forma, em todas as tradições.

A celebração do Batismo e da Ceia do Senhor juntos é uma ocasião especial e memorável no culto. Eu só experimentei isso algumas vezes na minha vida. Queria que isso acontecesse mais vezes.

É preciso dizer que algumas igrejas evangélicas não fizeram nada menos que envergonhar o ensino bíblico do Batismo ao colocá-lo em lugares e contextos questionáveis, e empregando inovações destituídas de sabedoria e autoridade. Não darei exemplos, mas sejamos conservadores com os aspectos litúrgicos e práticos do Batismo, tornando seu significado e lugar, um de verdadeira honra e ligação com Jesus.

Como um credobatista, eu lamento o declínio da teologia e da prática batismais na nossa tradição, e espero que o Batismo e a Ceia do Senhor um dia encontrem-se no centro da renovação litúrgica entre os protestantes e evangélicos conservadores.

(Um estudo da Igreja primitiva e do Batismo seria útil para todos. Confiram O Batismo no Novo Testamento, de Everett Ferguson.)

3 comentários:

Hugo Zica disse...

O moço é Batista, é?

Eduardo Chagas disse...

Era. Faleceu no começo do ano.

E era mais absurdo que eu: Se eu sou um presbiteriano high-church, o cara era um Batista do Sul high-church!

Vai fazer falta...

Hugo Zica disse...

Southern Baptist High Church?! Achei um fellow! haha (Qual igreja pastoreava?)