domingo, 21 de abril de 2019

Sermão: Ressurreição, dúvidas e fé

S. Mateus 28.1-17
National Presbyterian Church, Washington, DC, EUA
Rev. Dr. M. Craig Barnes
Domingo de Páscoa, 15 de abril de 2001.
Trad. Natan Cerqueira

Introdução

Tenho algo a dizer nesta manhã, particularmente àqueles de vocês que, hoje, aqui, se sentem à margem da fé. Isso inclui aqueles de vocês que vêm à igreja religiosamente, mas que ainda têm dúvidas, e inclui aqueles de vocês que não vêm à igreja com tanta frequência, mas que ainda têm fé. Eu acho que isso corresponde a todos aqui, pois há um crente e um descrente vivendo dentro de cada um de nós, especialmente na Páscoa.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Templos não são apenas prédios

A Igreja é feita de pessoas. Mas elas precisam de um lar.


Por Craig Barnes

Originalmente publicado em Christian Century, 26 de outubro de 2018.

Trad. Eduardo Henrique Chagas


Em todas as três comunidades em que servi como pastor, não havia uma tarefa que eu encarasse com mais hesitação do que as reuniões da comissão de patrimônio. Para ser caridoso, as pessoas com inclinação a servir nessa comissão gostam que sua fé seja material, palpável e sólida como pedra e cimento. São os membros menos gnósticos da igreja. Para ser menos caridoso, pode ser que sejam mais devotados ao prédio do que à missão da Igreja.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Redescobrindo a Mãe Igreja

O presbiterianismo brasileiro descende do norte-americano, e especialmente daquele praticado na fronteira norte-americana durante o séc. XIX, com toda a influência avivalista que caracteriza esse momento no protestantismo norte-americano.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Não ter medo de virar um “episcopal”

Por Peter Leithart*
“Of not being afraid of becoming an ‘Episcopalian’” originalmente publicado em Patheos, 7 de abril de 2012.

Trad. Eduardo Henrique Chagas



Tem um pequeno movimento litúrgico acontecendo ultimamente entre as igrejas reformadas, e uma mudança maior entre os protestantes conservadores, ou evangelicais.

Os críticos desse movimento perguntam, e com razão, se esta não é apenas mais uma expressão da cultura de consumo do cristianismo norte-americano: é a modinha da vez, sem qualquer fundamento nas Escrituras ou na tradição. E essa é uma pergunta válida, uma precaução necessária. O interesse litúrgico no meio evangelical pode, daqui a uma ou duas décadas, seguir o caminho dos acampamentos e das igrejas voltadas aos “que estão procurando”, nenhum dos quais desapareceu por completo, mas que tiveram, ambos, seus dez minutos de fama antes de virar notícia velha.

Os críticos também se preocupam ao observar o estado atual das “igrejas litúrgicas”. A Igreja Episcopal está uma bagunça, incapaz de afirmar sequer os padrões bíblicos mais óbvios de moralidade sexual. A ELCA e a PCUSA não estão muito atrás. (Católicos romanos e ortodoxos mantiveram os padrões bíblicos, e por essa razão tendem a ser mais atraentes aos evangelicais que estão vagando por aí). Vocês não têm medo, perguntam os críticos, de perder suas coordenadas bíblicas?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Matthew Henry e a disciplina puritana da oração em família

John Faed (1819-1902). A noite de sábado do lavrador. Gravura. Museu Burns House, Mauchline, Escócia, Reino Unido. 
Os puritanos são um marco na história da Reforma e na história da Igreja, de uma forma geral. Sua tremenda paixão, seriedade e intencionalidade em todos os assuntos em que se envolviam sempre provocaram, em seus observadores e principalmente em seus oponentes, um misto de admiração e revolta.
Neste artigo, o Prof. Hughes Oliphant Old parte da obra de Matthew Henry para descrever a prática puritana da oração diária em família, o Culto doméstico, traçando um paralelo entre ela e o ofício diário monástico medieval -- demonstrando, afinal, uma imensa catolicidade nessa importante disciplina familiar puritana.