quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ordem no Culto

Por Cláudio Marra

Artigo originalmente publicado em
Servos Ordenados n. 5, abr/jun 2005, p. 32.


Ordem. Aí está uma boa palavra do vocabulário presbiteriano. Ou, pelo menos, já foi. É que as nossas preocupações em relação ao culto passaram a ser de outra ordem (sem trocadilho). Há pastores e Conselhos que tentam sempre novas propostas, preocupados em não perder assistência. Para outros, o importante é voltarmos ao modelo litúrgico antigo. Mas qual? Seria bíblico? Finalmente, há os que acionam o piloto automático e não se preocupam: o que rolar, rolou. O que fazer?

Calvino praticava um modelo simples de programa de culto, sob o tema geral da soberania de Deus. A declaração de abertura O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a tera não era simples formalidade e o convite à adoração empregando as palavras do próprio salmista eram certamente melhores que o pobre boa-noite irmãos que ouvimos hoje, emblemático da descontração e informalidade de nossos dias, mesmo diante do Todo-poderoso [1].

A Igreja Católica havia decretado e atribuíra valor cúltico e salvífico a ritos e cerimônias que Calvino denunciou como ordenanças humanas. Ele admitiu a necessidade de ritos para a própria manutenção da ordem, mas insistiu que eles fossem calcados na Escritura. Além disso, que não recebessem o valor que o catolicismo lhes atribuíra, devendo ser seu mérito reavaliado para serem substituídos, se necessário, "...porque na disciplina exterior e nas cerimônias, ele [o Mestre] não quis prescrever minuciosamente o que devamos seguir (pois isso dependeria das condições dos tempos, nem conviria a todos os séculos uma forma única)." Para serem mantidos ou substituídos, esses ritos deveriam ser avaliados em relação à ordem e ao decoro: "...não estimemos o culto de Deus melhor pela multidão de cerimônias", mas com prudências: "...não se deve recorrer à inovação de modo inconsiderado, nem seguidamente ou por motivos triviais" (IRC IV.x.6-32).

Ordem no culto não tem necessariamente a ver com a escolha entre um novo criativo e um antigo engessado. Precisamos de uma definição de culto e do seu objetivo (Sl 95.1, 7; 96.7-9). Será didático ter um tema específico para cada programa de culto, mas o nosso tema geral precisa voltar a ser a soberania de Deus, ou seja, nenhuma parte enfocará nada ou ninguém que não seja o Senhor. Atendendo à convocação divina, nos concentramos na adoração. Juntos, nos voltamos para a majestade de Deus com reverência e temor. Ninguém vai querer fazer gracinha nessa hora, nem apresentar visitantes ou bater palmas para o conjunto coral.

Será positivo incluir no programa o que a igreja primitiva também incluiu (ver Princípios de Liturgia, arts. 7 e 8). Havia a doutrina dos apóstolos (não seria hoje a opinião do pastor sobre seu tema preferido, mas a fiel exposição de uma passagem bíblica); o partir do pão e as orações (At 2.42); havia a entrega de oferta para os necessitados (2.45; 4.34, 35); havia decisões (4.4) e os convertidos eram batizados (2.41). A igreja louvava ao Senhor com salmos, hinos e cânticos espirituais (2.47; Ef. 5.19, 20). Isso não significa que, de repente, o culto era suspenso para uma bateria de cânticos, um rito que está na moda entre nós, graças à orientação equivocada ou ausente do pastor e do Conselho. Poucas coisas ferem mais a ordem do culto do que essa cerimônia assim chamada momento do louvor ou período de cânticos. Anunciadas pelo dirigente, pessoas levantam-se de diferentes candos do salão de cultos e desfilam para a frente ao som dos saltos de seus sapatos. Microfones são testados, o maninho da transparência pergunta a alguém qual vai ser o primeiro e o tecladista procura a posição certa para as chaves e teclas. Tudo muito litúrgico. Aí cantamos letras discutíveis sobre temas diversos, tudo entremeado por discursos opinativos recheados de constrangedores e interrogativos amém, irmãos?. Por amor à ordem e à didática seria melhor distribuir hinos e cânticos [2] ao longo o programa, de acordo com o assunto. Isso evitaria conflito de temas e outras desordens.

Ordem no culto deverá ser preocupação do pastor e do Conselho, que orarão e estudarão juntos a respeito. Eu sei que é função privativa do ministro "orientar e supervisionar a liturgia na igreja de que é pastor" (CIPB, art. 31, alínea d). Mas também que é função do Conselho "exercer o governo espiritual ... da igreja" e "resolver caso de dúvida sobre doutrina e prática, para orientação da consciência cristã" (art. 83, alíneas a e n). Então, a partir do projeto integral de educação [3] traçado pelo Conselho, o pastor preparará os temas para os cultos e depois, ao longo do ano, orientará a preparação de cada programa de acordo com o seu tema, incluindo as partes sugeridas acima e outras biblicamente justificadas. Um importante passo para se ter ordem no culto.

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[1] Aliás, o "boa noite" reflete uma compreensão equivocada do culto, como se o dirigente recebesse os fiéis. Na verdade, o dirigente e os fiéis são recebidos por Deus.

[2] Com revisão gramatical, musical e teológica feitas por uma equipe capacitada.

[3] Ver Servos Ordenados n. 4, p. 32.


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O Rev. Cláudio Marra é ministro presbiteriano, jornalista e Editor-Chefe da Casa Editora Presbiteriana.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Culto Cristão: sua forma histórica

Editorial publicado no boletim da Ordem Litúrgica do culto do dia 31/10/2009, da Igreja Presbiteriana de Franca/SP.

Dentre todos os campos do conhecimento teológico, poucos evoluíram tanto nos últimos 100 anos como a Teologia do Culto, acompanhada pela Liturgiologia, ou seja, o estudo da forma e do conteúdo do culto que é prestado pelos cristãos, no passado e no presente.

É o desejo da Igreja Presbiteriana de Franca, nesta ocasião em que celebramos a Reforma Protestante, oferecer à nossa comunidade de fé a oportunidade de conhecer a forma com que nossos antepassados cultuavam, buscando na História as formas e atos do culto, como eram praticados nas igrejas protestantes daquela época. Por isso, temos na ordem litúrgica de hoje textos e orações que vêm da Igreja Reformada de Genebra (compostos, na sua maioria, pelo próprio João Calvino), da Igreja Luterana, da Igreja Anglicana e também de nossa igreja-mãe, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América.

Esta é uma grande oportunidade didática e cultural, mas não se trata apenas de “arqueologismo litúrgico”, ou de uma vontade de fazer diferente apenas pela graça de fazer diferente uma vez no ano. Nosso desejo, com este culto celebrado na forma histórica, não é apenas o de dar à Igreja uma “ida ao museu”.

A forma histórica do culto não se limita à escolha da música, ao “cantar somente hinos do hinário”, ou a ter a ordem litúrgica previamente definida e escrita. Um culto celebrado na forma histórica pode muito bem incorporar cânticos e textos contemporâneos, como faremos hoje.

O que realmente define o culto histórico é a sua participatividade: o culto da Igreja dos primeiros séculos era um grande diálogo entre o ministro e o povo de Deus, oferecido para a glória do Senhor. Se uma oração era feita, o povo respondia com um “amém” cantado. Se um texto da Bíblia era lido, o povo respondia cantando um Salmo. Quando a Palavra de Deus era proclamada por um pregador, o povo respondia declarando a sua fé, usando as palavras do Credo. E, ao final, povo e ministro se juntavam em uma oração responsiva, dando graças a Deus pela salvação em Cristo Jesus, e assim partiam o Pão e tomavam do Cálice da Ceia do Senhor.

No século XVI, essa participatividade tinha sido eliminada na Igreja de Roma: o diálogo acontecia em latim, língua que poucos falavam, e apenas entre o sacerdote e o Coro, em voz baixa. Ao povo cabia apenas assistir o que acontecia e orar silenciosamente; nem mesmo a oportunidade de cantar lhe era dada; se quisessem, deveriam entrar para o Coro.

Com a Reforma, a participação do povo foi reafirmada, desde a primeira Missa Alemã de Lutero (1522): o povo ouvia a Palavra de Deus na sua própria língua, e passou a poder, também, orar a ele e cantar seus louvores, exercitando e aumentando, assim, a sua fé. O acerto dessa medida foi tão grande que, quase 500 anos depois, na década de 1960, a Igreja de Roma decidiu também adotá-la.

No entanto, com o passar do tempo, muitas igrejas da Reforma acabaram se acomodando, preferindo deixar de lado a participação do povo nas leituras, orações e na condução da ordem litúrgica. Tornou-se comum dizer que “a liturgia do povo no culto é apenas cantar”. As orações e leituras tornaram-se monopólio do pastor.
Isso se vê ainda hoje, não apenas nas igrejas protestantes históricas, mas também em muitas das novas igrejas evangélicas e neopentecostais que têm surgido: todo o culto é conduzido pelo pastor e pelo Conjunto musical. Apenas eles fazem as leituras bíblicas, as orações e, em alguns lugares, só eles cantam, ficando o povo como mera platéia da liturgia que é oferecida no presbitério, já transformado em palco com canhões de luz e gelo-seco – talvez seja a versão pós-moderna dos excessos medievais de velários votivos e de incenso, mesmo que eles não tenham noção disso.

Nas últimas décadas, porém, muitas igrejas, presbiterianas e reformadas, no Brasil e no exterior, têm redescoberto a importância de um culto celebrado não de improviso pelo pastor, nem monopolizado por ele e pelo Conjunto musical, mas preparado e executado com grande amor e cuidado por toda a comunidade de fé.

Ao fazer isso, resgatamos os ricos ensinamentos dos escritos dos Apóstolos e dos Pais da Igreja dos primeiros séculos, atualizamos com os novos desenvolvimentos da Teologia e também da música sacra contemporânea, somando a nossa fé à de nossos pais e enriquecendo a herança – teológica, litúrgica e musical – que deixaremos para as gerações seguintes.

Muitas igrejas presbiterianas têm adotado esse estilo de culto, ao mesmo tempo histórico e contemporâneo, com formas escritas em alguns pontos e com orações espontâneas em outros, com os hinos da história cristã e com a nova música de nosso tempo, como sendo o seu culto-padrão. Outras fazem ambos – um culto histórico de manhã e outro menos formal à noite, mais ao estilo “evangélico”, para fazer como disse o Apóstolo Paulo: “fiz-me de tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns” (I Co. 9.22).

A celebração de hoje é uma oportunidade de descobrirmos tudo isso e de repensarmos os rumos da nossa própria fé, teologia e culto. Deus nos abençoe!


Eduardo H. Chagas
Regente do Coro da Igreja


ATUALIZAÇÃO (25/07/2013): Para aqueles que têm dificuldade de baixar arquivos no 4shared, segue um link para download do boletim com a ordem litúrgica do Culto da Reforma de 2009 da Igreja Presbiteriana de Franca. Clique aqui para baixar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ritos para a celebração do Sagrado Matrimônio

O casamento é a união de um homem e uma mulher com o intuito de mútuo suporte afetivo e material, fundado no vínculo de amor entre eles existente e com vistas à constituição de um novo núcleo familiar.

Tem sido da tradição da Igreja Cristã que o início do casamento de seus membros seja marcado não apenas pelas cerimônias e ritos civis determinados pelo Estado, mas também que os votos nupciais sejam assumidos perante Deus e a assembléia de seu povo, que intercede pelos noivos e roga as divinas bênçãos sobre eles.

A Igreja Reformada não reconhece o Matrimônio como sacramento strictu sensu, visto lhe faltar a instituição dominical. Não obstante, figura ele entre os mais elevados ritos da Igreja, em face da grande importância que lhe tributam as Sagradas Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Desde o princípio, Deus, o nosso Supremo Criador, em sua grande misericórdia, soube não ser bom que o homem estivesse só. Fez-lhe, portanto uma companheira que lhe fosse idônea. A família, como epicentro de todas as relações humanas, é reflexo da relação divina que constitui a essência da Santíssima Trindade, que é descrita pela Teologia como uma relação entre Pai e Filho, cujo vínculo é o próprio Espírito Santo.

Embora não seja obrigatório que a cerimônia de casamento seja celebrada em um templo cristão, isto é o mais apropriado e deve ser a solução preferida, sempre que possível. Bem assim, não é obrigatório que haja a ministração da Santa Ceia na cerimônia, mas ela é apropriada quando ambos os noivos professam a fé cristã, como testemunho da fé que partilham com a Igreja.

Este Manual inclui dois ritos para a celebração do matrimônio; o primeiro, para uso preferencial no templo, traz o ritual completo de um Culto Público incluindo no seu corpo o rito matrimonial. É, portanto, uma cerimônia mais formal. O Rito II, por outro lado, é mais informal e altamente versátil, e se presta a variadas situações, dentro de um templo ou fora dele, sendo ambos, um ou nenhum dos noivos um cristão professo e praticante.

Na hipótese de que os noivos que buscam a bênção de Deus para sua união não sejam cristãos professos e praticantes, devem estes ser recebidos com toda a caridade pela Igreja, de modo que a cerimônia sirva também como oportunidade evangelística por meio da proclamação da Palavra do Senhor.

Ambos os ritos têm em alta conta as orações e formas consagradas pelo uso da Igreja cristã universal ao longo de seus dois milênios de história, e trazem numerosas opções de textos para os momentos-chave, além de permitir a composição de textos próprios nos momentos mais intimamente relacionados ao casal.

É nosso desejo que a Igreja seja edificada pelo emprego das formas e ritos consagrados pelo uso cristão histórico, com ênfase na prática das Igrejas da Reforma.

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O arquivo com os ritos nupciais pode ser baixado aqui.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

XXIII Domingo do Tempo Comum, ano B

Domingo, 6 de setembro de 2009, XXIII do Tempo Comum, Véspera da Independência do Brasil.
Ordem Litúrgica

RITOS INICIAIS
Acolhida

Soar dos Sinos

Prelúdio: H. Parry - Jerusalém (ao órgão).
Processional: Entrada da Bíblia, dos pavilhões Nacional, da Igreja, Estadual e Municipal.
Todos se colocam de pé.

Intróito: Francisco Manuel da Silva e Osório Duque Estrada - Hino Nacional Brasileiro (congregação, ao órgão e piano).
I. Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante;
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso;
E o teu futuro espelha essa grandeza,

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

II. Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
Monição Introdutória
Cerimoniário: Louvado seja Nosso Senhor, Jesus Cristo!
Povo: Para sempre seja louvado!
Cerimoniário: Caros irmãos e irmãs; neste Culto do 23.º Domingo do Tempo Comum, somos chamados a interceder pelos destinos do nosso País, sobre a justiça social que Deus espera que nós busquemos e pratiquemos dia a dia. Com alegria, iniciemos nosso culto ao Senhor, cantando:
Canto de Entrada: Intercessão pela Pátria (congregação, ao órgão).
Processional: Entrada do coro, dos oficiantes e do ministro.
Letra: Sarah P. Kalley. Música: NATIONAL ANTHEM.
Divino Salvador, contempla com favor nosso País!
Dá-nos interna paz, governo bom, capaz,
Dita que satisfaz, sorte feliz.

Confiamos só em ti, vem dominar aqui, ó Rei dos Reis!
Dirige o pátrio lar, ensina a governar
Conforme o teu mandar, por justas leis.

Ao Presidente, ó Deus, inspira lá dos céus o teu temor!
Que possa bem cumprir o seu mandato e ouvir
De todo o povo aqui real louvor.

A nossa Pátria tem sustento e todo o bem de ti, Senhor!
Aos pobres, dá comer; aos ricos, faze ver
Como convém viver em mútuo amor.

Do crime e rebelião concede a proteção que é divinal.
Guardar-nos vem, Senhor, de guerras e terror!
Sê nosso defensor, desvia o mal.

Poder supremo tens; depara os altos bens da salvação!
Brilhe a benigna luz que o teu favor produz!
Reine o Senhor Jesus sobre a nação! Amém!
Invocação, Voto e Sentença bíblica: Mt. 28.19, Sl. 121.1, Sl. 124.8, Tg. 1.17.
Ministro: † Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Povo: Amém.
Ministro: Elevo os olhos para os montes; de onde me virá o socorro?
Povo: O nosso socorro está em o nome do Senhor, Criador do céu e da terra.
Todos: Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
Responso: Doxologia (congregação, ao órgão).
Letra: Thomas Ken, trad. Guaraci Silveira. Música: OLD HUNDREDTH, de Loys Bourgeois.
A Deus, supremo Benfeitor, anjos e homens dêem louvor.
A Deus, o Filho, a Deus, o Pai e a Deus, Espírito, glórias dai. Amém.
Coleta Introdutória:
Ministro: Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos, conhecidos, e de quem nenhum segredo está oculto: purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, de modo que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu santo nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Todos: Amém.
Todos podem se assentar.

Penitência
O Sumário da Lei: Mt. 22.37-40.
Oficiante: Escutai o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Nós, no entanto, somos incapazes de, por nós mesmos, cumprir a Lei de Deus. Dependemos da sua misericórdia para nos afastarmos do mal e cumprirmos o Grande Mandamento. Por isso, cantamos: Tem piedade de nós, Senhor!
Responso: Kyrie Eleison (congregação, ao órgão).
(da liturgia luterana)
Tem piedade de nós, Senhor!
Tem piedade de nós, Jesus!
Tem piedade de nós, Senhor!
Chamada à Penitência: Rm. 5.8; Hb. 4.16.
Ministro: Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Com fé e em contrição, confessemos nossos pecados ao Senhor.
Todos se colocam de joelhos.

Confissão pública de pecados

Todos: Confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, perante nossos irmãos e toda a companhia dos céus, que temos pecado excessivamente, contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, em nossas ações, por nossa omissão, em nossas palavras e em nossos pensamentos; por nossa culpa, nossa própria culpa, nossa tão grande culpa. Rogamos-te, ó Deus, que nos conceda verdadeiro arrependimento e que, por amor de teu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, tu nos perdoes os pecados e nos dês a graça de te servirmos com alegria, para a honra e glória de teu santo nome, amém.
Confissão individual de pecados
Um momento de silêncio é observado para as confissões particulares. Ao som do órgão, todos se colocam de pé.

Canto penitencial: Tem misericórdia de mim, Senhor (congregação, ao órgão).
Letra: Salmo 51, metr. William Hodges; Música: JANGA, de William Hodges.
Apaga, Senhor, minhas transgressões;
Do mal limpa meu coração.
Diante de ti quero puro estar,
Viver em perfeita união.

Tem misericórdia de mim, Senhor,
Segundo a tua bondade,
E dentro de mim faz dominar
A tua perfeita verdade.

A ti eu confesso os pecados meus:
Meu Deus, contra ti eu pequei.
Mas, purificado por teu amor,
Mais alvo que a neve serei.

Restaurea em mim a alegria, ó Deus,
Porque tu salvaste o meu ser.
Meus lábios, agora, vem, pois, abrir;
De alegre louvor vem me encher.
Absolvição: I Jo. 1.9.
Ministro: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Assim sendo, que † o Senhor tenha misericórdia de vós, vos perdoe os pecados e vos conduza no caminho para vida eterna.
Povo: Amém.
A igreja pode se assentar.

Canto de Louvor: Jean Douliez - Gloria (da Missa in honorem B. Mariae Virginis; coro, ao órgão).
Tradução:
Glória a Deus nas alturas e, na terra, paz e boa vontade aos homens.
Louvamos-te, bendizemos-te, adoramos-te,
Glorificamos-te por tua imensa glória,
Ó Senhor Deus, Rei Celeste, Onipotente Pai.

Ó Senhor, Filho Unigênito, Jesus Cristo,
Ó Senhor, Cordeiro de Deus, Filho do Eterno Pai,
Que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.

Tu, que tiras os pecados do mundo,
Recebe a nossa oração.
Tu, que estás à destra de Deus Pai,
Tem misericórdia de nós.

Pois só tu és Santo,
Só tu és o Senhor,
Só tu, ó Cristo, com o Espírito Santo,
És altíssimo na glória de Deus Pai. Amém.

LITURGIA DA PALAVRA
Coleta do Dia
Ministro: O Senhor esteja convosco.
Povo: Seja também contigo.
Ministro: Oremos.
Todos se colocam de pé.

Ministro: Ó Senhor das eras, que chamas a igreja a velar pelo mundo e discernir os sinais dos tempos; dá-nos a sabedoria que o teu Santo Espírito concede, de modo que, com coragem, possamos proclamar tua palavra profética, e completar a obra que tu colocaste adiante de nós. Por teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina contigo e o Santo Espírito, um só Deus, hoje e para sempre.
Povo: Amém.
A congregação pode se assentar.

Primeira Leitura: Pv. 22.1-2, 8-9, 22-23.
Após a leitura, diz-se:
Leitor: Palavra do Senhor.
Povo: Demos graças a Deus!
Salmo do dia: Sl. 125 (leitor e congregação, responsivamente).

Responso: Os que confiam no Senhor (congregação, pelo conjunto).
Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião,
Que não se abalam, mas permanecem para sempre.
Como em volta de Jerusalém estão os montes,
Assim o Senhor em volta do seu povo.
Autoridade e poder, o domínio em suas mãos,
Pois o Senhor é Deus, o Senhor é Rei dos povos.

Cale-se diante dele a terra, dobrem joelhos, ergam as mãos,
Pois o Senhor é Deus, o Senhor é Rei dos povos.
Segunda Leitura: Tg. 2.1-17.
Após a leitura, diz-se:
Leitor: Palavra do Senhor.
Povo: Demos graças a Deus!
Ao som dos instrumentos, todos se colocam de pé.

Aclamação do Evangelho: Sê engrandecido (congregação, pelo conjunto).
Sê engrandecido, ó Deus da minha vida:
Tu és o Deus da minha salvação.
És a minha rocha, a minha segurança;
Meus lábios sempre te exaltarão!

Aleluia! Te louvo, pois sei
Que sobre todos és Senhor!

Aleluia! Aleluia! Aleluia! Louvemos ao Senhor!
Diácono: Proclamação do ‡ Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo S. Marcos.
Povo: Glória ao Senhor, agora e para sempre!
Leitura do Evangelho: Mc. 7.24-37
Após a leitura, diz-se:
Diácono: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação!
Povo: Glória a ti, Senhor!
Oração por Iluminação
Ministro: Oremos. Eterno Deus e Senhor, que inspiraste os sábios, os profetas e os apóstolos a registrar a tua revelação para a instrução dos teus servos na Palavra da Verdade que é teu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor; ilumina-nos pela inspiração de teu Santo Espírito, de modo que possamos compreender agora o que a tua Palavra quer nos dizer. Por esta mesma Palavra, teu Verbo Vivo, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
Todos podem se assentar.

O Sermão

A Profissão de Fé
Ministro: Em resposta à proclamação da Palavra do Senhor, confessemos a fé que o ouvir a Palavra instila em nós, nas palavras do Credo Niceno.
Todos: Creio em um só Deus, o Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
E em um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as eras: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Por ele, todas as coisas foram feitas. E por nós, os homens, e para nossa salvação, desceu dos Céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem. Também por nós, foi crucificado sob Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, o Senhor e doador da vida, que procede do Pai [e do Filho], e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele, que falou pelos Profetas.
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir. Amém.
A Oração dos Fiéis
Oficiante: Pela fé que nos é dada ao ouvirmos a Palavra do Senhor, somos chamados a interceder uns pelos outros e pelo mundo à nossa volta. Oremos pela Igreja.
Um breve momento de oração silenciosa é observado.
Oficiante: Deus de toda a graça, tu nos chamaste a ser a Igreja de Jesus Cristo. Mantém-nos em união na fé e no serviço, no partir do pão e na proclamação das boas novas para o mundo, para que todos creiam que tu és amor, convertam-se aos teus caminhos e vivam na luz da tua verdade. Que neste ano do seu sesquicentenário, a Igreja Presbiteriana do Brasil possa exercitar sua unidade com o Corpo Místico de Cristo, se afastando do sectarismo e da intolerância. Sê com os nossos delegados no Supremo Concílio, usa de misericórdia com a sua Comissão Executiva e ilumina nossos Sínodos, Presbitérios e Conselhos com a luz do teu Santo Espírito. Deus de toda a graça,
Todos: Recebe a nossa oração.
Oficiante: Oremos pelo mundo, por nossas autoridades e pela paz.
Um breve momento de oração silenciosa é observado.
Oficiante: Deus de todo o poder, Soberano sobre todas as nações, que tem os grandes impérios e os menores vilarejos todos sob tua guarda. Poupa e preserva os povos da tirania, livra-os da fome e da moléstia, protege-os do conflito e do desastre. Guia aqueles que têm a responsabilidade de governar, legislar e judicar sobre nós; concede a luz do teu Santo Espírito sobre Luís Inácio, nosso Presidente; José, nosso Governador; Sidney, nosso Prefeito; ilumina os debates e votações do Congresso Nacional, da Assembléia Legislativa e da Câmara dos Vereadores; dirige com tua sabedoria as sentenças dos magistrados, de modo que a tua justiça seja ministrada por eles. E que pela tua vontade, os povos de toda raça, língua e nação encontrem entendimento e se aceitem como irmãos, filhos do único Pai que és tu. Deus de todo o poder,
Todos: Recebe a nossa oração.
Oficiante: Oremos pelas nossas famílias.
Um breve momento de oração silenciosa é observado.
Oficiante: Santo Deus, em cuja trina existência toda família na terra está baseada; fortalece os pais, para que sejam responsáveis e amorosos, para que seus filhos conheçam o amor, a segurança e a alegria. Leva os filhos a honrarem seus pais com compaixão e perdão. Que os povos todos conheçam teu amor paternal no respeito e amor dados a eles por teus filhos. Senhor, nosso Santo Deus,
Todos: Recebe a nossa oração.
Oficiante: Oremos pela nossa comunidade.
Um breve momento de oração silenciosa é observado.
Oficiante: Deus de toda a compaixão; olha com misericórdia para esta comunidade, para que pela tua força possamos vencer os desafios de ser Igreja do Senhor em nosso tempo. Ajuda-nos a proclamar tua Palavra, a perseverar no partir do pão e nas orações, a viver em devoção e piedade cada dia para que sejamos teu sal e tua luz nesta cidade. Ilumina e fortalece nosso ministro, N., para que dirija fielmente o teu rebanho, na docência e no cuidado pastoral. Usa de compaixão, também, com nossos irmãos que se encontram enfermos, dirigindo os médicos em seus tratamentos e nutrindo nossos irmãos de modo que recebam a cura, que vem de ti. Deus de toda a compaixão,
Todos: Recebe a nossa oração.
Ministro: Oremos.
Todos se colocam de pé.
Ministro: Ó Senhor, nosso Deus, conforme a tua soberana e perfeita vontade, escuta e responde nossas orações, pois tudo isto nós suplicamos confiados em teu Santo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo,
Todos: Amém.
LITURGIA DOS SACRAMENTOS
A Paz e o Ofertório
A Saudação da Paz
Ministro: A paz do Senhor seja sempre convosco!
Povo: Seja também contigo!
Todos saúdam-se com a Paz do Senhor.

Convite ao Ofertório: Sl. 24.1.
Diácono: Restituamos ao Senhor as ofertas e nossas vidas e as dádivas do nosso trabalho.
Povo: Ao Senhor pertence a terra e tudo que nela se contém. O mundo, e os que nele habitam.
Canto do Ofertório e Preparação da Mesa do Senhor: A minha vida, com seus bens (congregação, ao órgão).
Letra: Daniel Crane Roberts, trad. João Wilson Faustini; Música: NATIONAL HYMN, de George William Warren.
Deus dos antigos, cuja forte mão
Rege e sustém os astros na amplidão;
Ó Soberano e Excelso Criador,
Com gratidão cantamos teu louvor.

Desde o passado, foste nossa luz,
Sol que, até hoje, com fulgor reluz.
Sê nosso esteio, guia e proteção;
Tua Palavra, lei e direção.

Da guerra atroz, do crime e assolação,
Dos tempos maus de um mundo em confusão,
Seja teu braço o nosso defensor,
Pois confiamos sempre em ti, Senhor.

Teu povo, ó Deus, assiste em teu labor,
No testemunho do teu grande amor.
As nossas vidas vem fortalecer
Para o teu nome sempre engrandecer. Amém.
Consagração das Ofertas
Diácono: Oremos. Bendito és tu, ó Deus de toda a criação, por cuja bondade nós recebemos estas dádivas de que agora compartilhamos. Aceita e emprega nossas ofertas para a tua glória e para o serviço do teu reino.
Povo: Bendito seja Deus, para sempre e sempre.
A Celebração da Sagrada Eucaristia

Convite à Mesa do Senhor
Ministro: Vinde, celebremos com louvor e ação de graças o Sacramento da Nova e Eterna Aliança que recorda a Última Ceia, anuncia a morte e a vitória do Senhor e a sua presença viva nos mistérios do seu Corpo e Sangue e no meio do seu povo, a quem o mesmo Senhor proclama: Eu sou o pão vivo que desce do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. Todos os cristãos que, batizados, se encontrem em plena comunhão com a Igreja de Cristo, são convidados a dar testemunho da sua fé, participando da Mesa do Senhor.
Responso: Ó Pão do peregrino (congregação, ao órgão).
Letra: Dirson Glênio Vergara dos Santos; Música: O ESCA VIATORUM
Ó Pão do peregrino,
Jesus, manjar divino,
Maná que vem dos céus,
Na fome nos alenta;
Conforta, na tormenta,
Os corações dos teus.

De amor, ó Sangue,
És fonte, fluindo lá do monte,
Do Corpo do Senhor;
A sede de infinito
Em nós, Jesus bendito,
Mitiga com favor.

Jesus, ó Deus clemente,
Em meio aos teus presente,
Queremos te adorar.
E, removido o véu,
Possamos nós no céu
Teu rosto contemplar. Amém.
Sursum Corda e Prefácio Eucarístico
Ministro: O Senhor esteja convosco.
Povo: Seja também contigo.
Ministro: Elevemos os corações.
Povo: Ao Senhor os elevamos.
Ministro: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Povo: Pois fazê-lo é digno e justo.
Ministro: É verdadeiramente justo e digno, em verdade, é nossa alegria e salvação o rendermos honras, graças e louvores a ti, Senhor Deus e Pai Santo, pela obra da salvação que operaste em nosso favor por Cristo Jesus, Nosso Senhor. Portanto, com os anjos, os teus santos de todas as eras e lugares e toda a companhia dos céus, unimos nossas vozes para louvar teu nome por toda a eternidade, cantando:
Sanctus (congregação, pelo conjunto).
Santo! Santo! Santo é o Senhor dos Exércitos,
Toda a terra está cheia da sua glória!

Tu és digno de receber toda glória, honra e poder;
Tu és o Deus tremendo, cheio de graça.
Anamnese
Ministro: Toda glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, nosso Deus, por toda a criação e por nos teres feito à tua imagem e semelhança e porque, tendo nós caído em pecado, enviaste misericordiosamente em nosso resgate teu único Filho, Jesus Cristo, o qual, para a nossa redenção, tomou sobre si a natureza humana e sofreu a morte na cruz, realizando sacrifício único, perfeito e completo de si mesmo em favor da humanidade. Agora, obedecendo ao seu mandamento, nos reunimos para celebrar, em memória daquele sacrifício, o Sacramento da Eucaristia, tomando deste pão e deste vinho, frutos da terra, dádivas que tu mesmo nos concedeste, e celebramos com alegria a redenção que tu operaste em nós. Aceita esta oferta de louvor e ação de graças como um sacrifício vivo de nós mesmos, de modo que nossas vidas proclamem aquele que foi crucificado, morto e ressurreto.
A Oração do Senhor
Ministro: E por isto, cumprindo a instrução de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós oramos como ele nos ensinou, dizendo:
Todos: Pai nosso que estás no céu, santificado seja teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
O Mistério da Fé (ministro e congregação, ao órgão).
Ministro:
Eis o mistério da fé:
Todos:
Anunciamos, Senhor, a tua morte,
E proclamamos a tua ressurreição.
Vem, ó Senhor Jesus!
Epíclese
Todos se colocam de joelhos.
Ministro: Aceita, ó Senhor, nossa oferta de ação de graças, frutos daquilo que tu mesmo nos concedeste por tua dadivosa mão. Envia sobre nós o teu Santo Espírito, de modo que, ao participarmos deste pão e deste cálice, estejamos, em verdade, participando da comunhão do † Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Povo: Recebe, Senhor, a nossa oferta.
Ministro: Pelo teu Espírito, ó Deus, une-nos com o Cristo redivivo e com todos quantos foram batizados em seu nome, de modo que sejamos um só Corpo e um só Espírito em toda a terra. Assim como este pão é o Corpo de Cristo partido por nós, envia-nos para que sejamos o Corpo de Cristo para o mundo.
Povo: Faze de nós um só Corpo e um só Espírito.
Fração do Pão e Consagração do Cálice
Ministro: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou do pão e, tendo dado graças, o partiu e deu aos seus discípulos, dizendo: tomai e comei, isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim.
Um breve momento de silêncio é observado.

Ministro: Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Novamente, um breve momento de silêncio é observado.

Doxologia Final (Ministro e congregação, ao órgão).
Ministro:
Por Cristo, com Cristo e em Cristo,
A ti, Deus Pai Todo-Poderoso,
Na unidade do Espírito Santo,
Toda honra e toda glória,
Agora e para sempre.

Povo:
Amém! Amém! Amém!
Agnus Dei
Ministro: Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo!
Povo: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra e serei salvo.
A Comunhão do Pão e do Cálice
O Ministro, após comungar e ministrar a Comunhão aos presbíteros, envia-os para, com ele, distribuí-la ao povo. Diz-se na Comunhão do Pão:
Ministro ou Presbítero: O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.
Resposta: Amém.
E, na comunhão do Cálice:
Ministro ou Presbítero: O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.
Resposta: Amém.
O povo se dirige em ordem até a Mesa. Após receber a Comunhão, cada um pode se assentar.

Canto de Comunhão: Jean Douliez – Agnus Dei (da Missa in honorem B. Mariae Virginis, ao órgão).
Tradução:
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Dá-nos a tua paz.
Pós-Comunhão
Presbítero: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Povo: Para sempre seja louvado!
Presbítero: Oremos.
Todos se colocam de pé.
Presbítero: Graças te rendemos, ó Deus, pois pela Palavra e pelo Sacramento tu nos deste teu Filho, que é o verdadeiro pão do céu, e alimento para a vida eterna. Fortalece-nos assim no teu serviço, de modo que nosso viver cotidiano transpareça nossa gratidão. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
RITOS FINAIS

Canto de Envio: Uma voz, nos primórdios da História (congregação, ao órgão).
Letra: Hélio Amaral Camargo; Música: CERAL, de Alberto Willard Ream.
Uma voz, nos primórdios da História,
Fez-se ouvir com solene vigor,
Proclamando a estupenda vitória
Sobre a morte, o pecado e a dor!
Foi Jesus, com palavras candentes
Do seu verbo divino e veraz,
Ordenando que a todas as gentes
Se pregasse o Evangelho da paz.

Eia, crentes, com santa ousadia,
Com nobreza e real vocação,
Vamos todos cantar a harmonia
Do Evangelho de amor e perdão,
Exaltando esse amor tão profundo
Que dá vida imortal e feliz,
Para Cristo, a esperança do mundo,
Conquistemos o nosso País.

Gloriosa missão nos foi dada
De ganhar para Cristo os incréus!
Como é nobre esta grande cruzada
De elevar a Nação para os céus!
Há, no entanto, uma força incontida
Que preside este afã singular:
É o amor que votamos à vida
Dos perdidos que Deus quer salvar.

“A Nação para Cristo” – eis o lema,
O anelo sublime e imortal,
A divisa bendita e suprema,
Expressão do mais alto ideal!
Vamos, pois, incessantes na lida,
Em socorro dos nossos irmãos,
Transformar nossa Pátria querida
Num reinado feliz de cristãos!
Oração de Envio

A Bênção
Ministro: O Senhor esteja convosco!
Povo: Seja também contigo!
Ministro: Amados do Senhor, recebei a bênção: que o Senhor vos abençoe e vos guarde. Que o Senhor sobre vós levante o rosto e tenha misericórdia de vós. Que o Senhor faça resplandecer sobre vós a sua face e vos dê a paz. † Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Responso: Amém tríplice dinamarquês (congregação, ao órgão).

Envio
Ministro: Ide em paz para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.
Povo: Graças rendamos a Deus!
Poslúdio e Recessional: L. M. Gottschalk - Fantasia triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro (ao piano).

Após a saída do Ministro, dos oficiantes e do Coro, a igreja pode se assentar.

Uma reforma bem conservadora, parte IV

Revm.º Peter D. Robinson

(tradução do artigo A conservative Reformation, part IV, originalmente publicado no blog The Old Highchurchman, editado pelo Bispo P.D. Robinson, sufragâneo da United Episcopal Church dos Estados Unidos. A Sociedade pela Liturgia Reformada agradece a gentil autorização de D. +Peter para traduzir e publicar esta série de artigos).

Nos últimos anos, tem havido persistentes tentativas de se jogar para escanteio os Trinta e Nove Artigos de Religião (daqui pra frente, simplesmente "os Artigos"), sobretudo pelos defensores da teologia liberal. Como resultado, a maior parte do clero anglicano não tem contemplado os Artigos tão de perto como talvez devessem. A postura de muitos parece ser a de que eles são irrelevantes, ou então, aquela vista em Oscar Wilde, que, solicitado a subscrever os Artigos quando entrou para a universidade, respondeu "Eu subscrevo até quarenta, se quiser!". Os mais moderados pelo menos têm a sabedoria de ver que os Artigos precisam ser lidos em seu contexto. E esse contexto é, claro, a atmosfera teológica dos cinqüenta anos que precederam 1563.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Culto: XXII Domingo do Tempo Comum, ano B

Ordem para este domingo, 30 de agosto de 2009, XXII do Tempo Comum, ano B.

A partir de agora, vou começar a publicar a ordem na íntegra aqui, também, além da opção de download do boletim. Baixe o boletim aqui!

RITOS INICIAIS
Acolhida
Pedimos a todos que mantenham a atitude de silêncio e reverência dentro do templo, evitando conversar, entrar e sair durante a celebração, sobretudo durante as leituras e orações. Por gentileza, mantenham bipes, pagers e telefones celulares em modo silencioso.

Soar dos Sinos

Prelúdio: Variações sobre a melodia O DASS ICH TAUSEND (ao órgão).

Saudação Inicial: Avisos comunitários e saudação aos visitantes.

Intróito: John Rutter – Magnificat (Coro e piano).
Tradução:
A minh'alma engrandece o Senhor
E meu espírito exulta em Deus, meu Salvador,
Que viu a pequenez de sua serva,
De modo que, desde agora, as gerações hão de chamar-me bem-aventurada.
O Todo-Poderoso operou em mim maravilhas: Santo é o seu nome.

Sua misericórdia, que é de geração em geração,
Alcança a todos os que o temem.
Demonstrou o poder de seu braço, dispersando os soberbos de coração.
Depôs os poderosos de seus tronos e aos humildes exaltou.
De bens saciou os famintos e despediu sem nada os ricos.

Acolheu a Israel, seu filho, que foi fiel à sua misericórdia.
Como dissera aos nossos pais, a Abraão e seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo;
Como era no princípio, é agora e para sempre. Amém.

Monição introdutória
Todos se colocam de pé.

Canto de Entrada e Processional: Grande Deus, o teu louvor (Congregação, ao órgão).
Letra: R. H. Moreton & M. Porto Filho. Música: CONGRESS
Grande Deus, o teu louvor hoje, unidos, entoamos.
Teu excelso e doce amor com os anjos celebramos
E, em adoração a ti, vimos bendizer-te aqui.

Cristo, Salvador veraz, com poder em nós domina!
Tua graça e tua paz, ó Senhor, em nós ensina.
Redimido, em tua luz, vem fazê-lo andar, Jesus!

Santo Espírito eternal, vem, dirige as nossas mentes
Para, em comunhão real, te buscarmos reverentes,
E, em perfeitas gratidões, se abrirão os corações.

Ó Trindade excelsa, a ti seja, sem cessar, rendida,
Dos remidos teus aqui, honra e glória sem medida.
Infinito é teu amor: cantem todos teu louvor. Amém.

Invocação, Voto e Sentença bíblica: Mt. 28.19, Sl. 121.1, Sl. 124.8, Tg. 1.18.
Ministro: † Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Povo: Amém.
Ministro: Elevo os olhos para os montes; de onde me virá o socorro?
Povo: O nosso socorro está em o nome do Senhor, Criador do céu e da terra.
Todos: Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.
Responso: Salmo 104 (congregação, pelo conjunto).
Bendize, ó minh’alma, ao Senhor;
Senhor, tu és maravilhoso!

Vestido de glória e majestade,
Coberto de luz como de um manto;
E são as cortinas da tua morada
Os céus numa noite estrelada.

A tua casa se ergue sobre as nuvens;
Deus vai ligeiro nas asas do vento
E pinta, multicor no pensamento,
Momento, tempo, intento de adorar.

Bendize, ó minh’alma, bendize ao Senhor
E toda a minha vida proclame Seu Louvor.
Bendize, ó minh’alma, bendize ao Senhor,
Pra sempre penhorada ao seu imenso amor.
Coleta por pureza
Ministro: Oremos. Deus Todo-Poderoso, para quem todos os corações estão abertos, todos os desejos conhecidos, e para quem segredo nenhum está oculto; purifica os pensamentos de nossos corações pela inspiração do teu Santo Espírito, para que possamos amar-te perfeitamente, e dignamente engrandecer teu santo nome. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
Penitência
Chamada à penitência: Hb. 4.14-16
Ministro: Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Com humildade e fé, confessemos a Deus os nossos pecados.
Confissão de pecados
Todos se colocam de joelhos.
Todos: Nós confessamos a ti, ó Deus Todo-Poderoso, que temos pecado contra ti, contra nosso próximo e contra nós mesmos, em nossas ações, palavras e pensamentos, naquilo que fazemos e naquilo que deixamos de fazer, no mal que cometemos, e no que é cometido por nossa causa. Nós não te amamos de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento, nem temos amado nosso próximo como a nós mesmos. Na tua misericórdia, perdoa o que fomos, emenda o que somos e conduz-nos ao que devemos ser, de modo que nos deleitemos na tua vontade e trilhemos os teus caminhos, para a glória de teu santo nome. Amém.
Um momento de silêncio é observado para as confissões individuais.

Ao som do órgão, todos se colocam de pé.

Canto Penitencial: Salvador, Jesus bendito (congregação, ao órgão).
Letra: H. M. Wright; Música: CHARLESTOWN.
Salvador, Jesus bendito, de minh’alma a redenção,
Tua graça me convida a buscar-te em confissão.

Por amor de mim morreste sobre a ensangüentada cruz;
Tu sofreste a minha pena, ó meu Salvador Jesus!

A minh’alma purifica em teu Sangue remidor;
Fazse que, leal e humilde, eu te sirva, meu Senhor!

Tua ovelha, nos teus braços, bem segura guardarás;
Vem livrar-me dos pecados e guardar-me em tua paz. Amém.
Absolvição: I Jo. 1.9.
Ministro: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Assim sendo, que † o Senhor tenha misericórdia de vós, vos perdoe os pecados e vos conduza no caminho para vida eterna.
Povo: Amém.
Todos se colocam de pé.

Canto de louvor: Glorifica a Jesus, o Rei (congregação, pelo conjunto).
Glorifica, glorifica, glorifica a Jesus, o Rei
Majestoso, poderoso, glorioso: é o Vencedor.

Ele nos comprou e nos justificou;
Nos deu vida nova para o adorar
E, com seu amor, nos conquistou,
Mais que vencedores nos tornou.
Nos fez geração eleita, santos e herdeiros seus;
Nos fez povo adquirido, justos e filhos de Deus.
LITURGIA DA PALAVRA

Coleta do Dia
Ministro: O Senhor esteja convosco.
Povo: Seja também contigo.
Ministro: Oremos. Ó Senhor Deus, que és o autor e doador de toda boa dádiva; infunde em nossos corações o amor do teu nome, desenvolve em nós a verdadeira religião e nutre-nos com toda bondade, de modo que manifestemos em o fruto das boas obras, as quais tu preparaste para que andássemos nelas. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor, que vive e reina contigo e o Santo Espírito; um só Deus, hoje e pelas eras sem fim.
Povo: Amém.
A igreja pode se assentar.

Primeira Leitura: Dt. 4.1-2, 6-9.
Leitor: Leitura do Livro de Deuteronômio. (...) Palavra do Senhor.
Povo: Demos graças a Deus.
Todos se colocam de pé.

Salmo: Sl. 15 (congregação, ao órgão).
Letra: metr. Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes; Música: LEONI (YGDAL).

Senhor quem entrará, aqui pra te adorar?
Quem no teu santo monte poderá morar?
Quem vive em integridade, não difama o irmão,
Quem fala a verdade com o coração.

Senhor quem entrará, aqui pra te adorar?
Quem no teu santo monte poderá morar?
O que ao mal despreza e teme ao Senhor,
O que ao pobre empresta com todo amor.

Senhor quem entrará, aqui pra te adorar?
Quem no teu santo monte poderá morar?
Quem foge da ganância e da corrupção,
E vive em inocência e correção.
A igreja pode se assentar.

Segunda Leitura: Tg. 1.17-27.
Leitor: Leitura da Carta de Tiago. (...) Palavra do Senhor.
Povo: Graças a Deus.
Todos se colocam de pé.

Aclamação do Evangelho: Senhor, tu és bom (congregação, pelo conjunto).
Senhor, tu és bom; tua misericórdia é pra sempre!
Senhor, tu és bom; tua misericórdia é pra sempre!
Todos os povos te exaltarão de geração em geração.

Te adorarei! Aleluia! Aleluia! Te adorarei por tudo o que és.
Te adorarei! Aleluia! Aleluia! Te adorarei por tudo o que és:
Deus é bom!
Diácono: Proclamação do ‡ Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o relato de S. Marcos.
Povo: Glória ao Senhor, agora e para sempre!
Leitura do Evangelho: Mc. 7.1-8, 14-15, 21-23.

Após a leitura, diz-se:
Diácono: O Evangelho é o poder de Deus para a salvação.
Povo: Glória a ti, Senhor!
Oração por Iluminação
Ministro: Oremos. Ó Pai das Luzes, de cuja Palavra da Verdade nós fomos nascidos como primícias das tuas criaturas; faze-nos prontos no ouvir e tardios no falar, de modo que a Palavra que foi plantada em nós crie raízes para nutrir todo o nosso ser e sejamos, assim, abençoados em nosso proceder e frutíferos em nosso viver. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
A Igreja pode se assentar.

O Sermão

A Confissão de Fé
Ministro: Em resposta à proclamação da Palavra do Senhor, confessemos a fé que Deus mesmo infunde em nós, nas palavras do Credo Apostólico.
Todos se colocam de pé.
Todos: Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu aos céus e está sentado à destra de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.
A Oração dos Fiéis
A Igreja pode se assentar.
Ministro: Amados irmãos em Cristo Jesus; Nosso Senhor nos convida a considerarmos as necessidades de nossos irmãos e irmãs com a mesma importância com a qual consideramos as nossas próprias. Amando ao nosso próximo como a nós mesmos, ofereçamos nossas súplicas e ações de graças, em favor da Igreja e do mundo.
Motivos de intercessão são apresentados, pelos quais a igreja ora silenciosamente. O Ministro encerra o momento de intercessão com a seguinte coleta:
Ministro: Oremos.
Todos se colocam de pé.
Ministro: Deus de poder e amor; escuta as nossas súplicas e, pelo ministério de teu Filho, liberta-nos das garras da morte, de modo que te desejemos como a plenitude da vida, e proclamemos os teus feitos salvíficos ao mundo. Por Cristo Jesus, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
LITURGIA DOS SACRAMENTOS
A Paz e o Ofertório

A Saudação da Paz

Ministro: A paz do Senhor seja sempre convosco!
Povo: Seja também contigo!
Todos saúdam-se com a Paz do Senhor.

Convite ao Ofertório: Sl. 24.1
Diácono: Restituamos ao Senhor as ofertas e nossas vidas e as dádivas do nosso trabalho.
Povo: Ao Senhor pertence a terra e tudo que nela se contém. O mundo, e os que nele habitam.
Canto do Ofertório e Preparação da Mesa do Senhor: A minha vida, com seus bens (congregação, ao órgão).
Letra: Jerônimo Gueiros; Música: WILSON.
A minha vida, com seus bens, provém de ti, Senhor;
Saúde, veste, abrigo e pão são dons do teu amor.

Oh! Não permitas, Pai de amor, que aquilo que me dás
Eu ouse, incauto, desviar, em causas vãs ou más.

Não deixes que meu coração se engolfe no prazer
E no fruir de muitos dons eu venha te esquecer.

Mordomo teu, eu quero dar à Igreja em proporção
A quantas bênçãos recebi de tua própria mão.

Aceita a minha oferta, ó Deus, e bênçãos dá-me a flux;
Sim, dá-me sempre o que ofertar à causa de Jesus. Amém.
Consagração das Ofertas
Diácono: Oremos. Bendito és tu, ó Deus de toda a criação, por cuja bondade nós recebemos estas dádivas de que agora compartilhamos. Aceita e emprega nossas ofertas para a tua glória e para o serviço do teu reino.
Povo: Bendito seja Deus, para sempre e sempre.
A Celebração da Sagrada Eucaristia

Convite à Mesa do Senhor
Ministro: Vinde, celebremos com louvor e ação de graças o Sacramento da Nova e Eterna Aliança que recorda a Última Ceia, anuncia a morte e a vitória do Senhor e a sua presença viva nos mistérios do seu Corpo e Sangue, e no meio do seu povo, a quem o mesmo Senhor proclama: Eu sou o pão vivo que desce do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. Todos os cristãos que, batizados, se encontrem em plena comunhão com a Igreja de Cristo, são convidados a dar testemunho da sua fé, participando da Mesa do Senhor.
Sursum Corda e Prefácio Eucarístico
Ministro: O Senhor esteja convosco.
Povo: Seja também contigo.
Ministro: Elevemos os corações.
Povo: Ao Senhor os elevamos.
Ministro: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Povo: Pois fazê-lo é digno e justo.
Ministro: É verdadeiramente justo e digno, em verdade, é nossa alegria e salvação o rendermos honras, graças e louvores a ti, Senhor Deus e Pai Santo, pela obra da salvação que operaste em nosso favor por Cristo Jesus, Nosso Senhor. Portanto, com os anjos, os teus santos de todas as eras e lugares e toda a companhia dos céus, unimos nossas vozes para louvar teu nome por toda a eternidade, cantando:
Sanctus (congregação, pelo conjunto).
Santo! Santo! Santo!
Santo! Santo! Santo! Santo é o Senhor Poderoso!
Digno de toda a honra,
Digno de toda a glória e de receber, hoje, o louvor.

Louve, louve e exalte ao Senhor;
Louve seu nome para sempre!
Anamnese
Ministro: Toda glória e ação de graças sejam dadas a ti, ó Senhor, nosso Deus, por toda a criação e por nos teres feito à tua imagem e semelhança e porque, tendo nós caído em pecado, enviaste misericordiosamente em nosso resgate teu único Filho, Jesus Cristo, o qual, para a nossa redenção, tomou sobre si a natureza humana e sofreu a morte na cruz, realizando sacrifício único, perfeito e completo de si mesmo em favor da humanidade. Agora, obedecendo ao seu mandamento, nos reunimos para celebrar, em memória daquele sacrifício, o Sacramento da Eucaristia, tomando deste pão e deste vinho, frutos da terra, dádivas que tu mesmo nos concedeste, e celebramos com alegria a redenção que tu operaste em nós. Aceita esta oferta de louvor e ação de graças como um sacrifício vivo de nós mesmos, de modo que nossas vidas proclamem aquele que foi crucificado, morto e ressurreto.
A Oração do Senhor
Ministro: E por isto, nós recebemos a dádiva de podermos nos dirigir a Deus como nosso Pai e orar, como o Senhor Jesus nos ensinou, dizendo:
Todos: Pai nosso que estás no céu, santificado seja teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
O Mistério da Fé (ministro e congregação, ao órgão)
Ministro:
Eis o mistério da fé:
Todos:
Anunciamos, Senhor, a tua morte,
E proclamamos a tua ressurreição.
Vem, ó Senhor Jesus!
Epíclese
Todos se colocam de joelhos.
Ministro: Aceita, ó Senhor, nossa oferta de ação de graças, frutos daquilo que tu mesmo nos concedeste por tua dadivosa mão. Envia sobre nós o teu Santo Espírito, de modo que, ao participarmos deste pão e deste cálice, estejamos, em verdade, participando da comunhão do † Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Povo: Recebe, Senhor, a nossa oferta.
Ministro: Pelo teu Espírito, ó Deus, une-nos com o Cristo redivivo e com todos quantos foram batizados em seu nome, de modo que sejamos um só Corpo e um só Espírito em toda a terra. Assim como este pão é o Corpo de Cristo partido por nós, envia-nos para que sejamos o Corpo de Cristo para o mundo.
Povo: Faze de nós um só Corpo e um só Espírito.
Fração do Pão e Consagração do Cálice
Ministro: Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou do pão e, tendo dado graças, o partiu e deu aos seus discípulos, dizendo: tomai e comei, isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim.
Um breve momento de silêncio é observado.
Ministro: Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Novamente, um breve momento de silêncio é observado.

Doxologia Final (Ministro e congregação, ao órgão).
Ministro:
Por Cristo, com Cristo e em Cristo,
A ti, Deus Pai Todo-Poderoso,
Na unidade do Espírito Santo,
Toda honra e toda glória,
Agora e para sempre.

Povo:
Amém! Amém! Amém!
Agnus Dei
Ministro: Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo!
Povo: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra e serei salvo.
A Comunhão do Pão e do Cálice

O Ministro, após comungar e ministrar a Comunhão aos presbíteros, envia-os para, com ele, distribuí-la ao povo. Diz-se na Comunhão do Pão:
Ministro ou Presbítero: O pão que partimos é a comunhão do Corpo de Cristo.
Resposta: Amém.
E, na comunhão do Cálice:

Ministro ou Presbítero: O cálice que abençoamos é a comunhão do Sangue de Cristo.
Resposta: Amém.
O povo se dirige em ordem até a Mesa. Após receber a Comunhão, cada um pode se assentar.

Canto de Comunhão: Ó Pão do peregrino (congregação, ao órgão).
Letra: Dirson Glênio Vergara dos Santos; Música: O ESCA VIATORUM
Ó Pão do peregrino,
Jesus, manjar divino,
Maná que vem dos céus,
Na fome nos alenta;
Conforta, na tormenta,
Os corações dos teus.

De amor, ó Sangue,
És fonte, fluindo lá do monte,
Do Corpo do Senhor;
A sede de infinito
Em nós, Jesus bendito,
Mitiga com favor.

Jesus, ó Deus clemente,
Em meio aos teus presente,
Queremos te adorar.
E, removido o véu,
Possamos nós no céu
Teu rosto contemplar. Amém.
Coro: Wolfgang Amadeus Mozart – Agnus Dei (da Missa da Coroação, ao órgão).
Tradução:
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Tem misericórdia de nós.
Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo,
Dá-nos a tua paz.
Pós-Comunhão
Presbítero: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Povo: Para sempre seja louvado!

Presbítero: Oremos.
Todos se colocam de pé.

Presbítero: Graças te rendemos, ó Deus, pois pela Palavra e pelo Sacramento tu nos deste teu Filho, que é o verdadeiro pão do céu, e alimento para a vida eterna. Fortalece-nos assim no teu serviço, de modo que nosso viver cotidiano transpareça nossa gratidão. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Povo: Amém.
RITOS FINAIS

Canto de Envio: Pai, outra vez cantamos (congregação, ao órgão).
Letra: J. Costa; Música: ELLERS
Pai, outra vez cantamos teu louvor
Auma voz, ao templo teu deixar.
Bendito és tu, conosco estás, Senhor,
Com tua paz vem nos abençoar.

Que tua paz levemos para o lar;
Sê tu conosco até o anoitecer.
E do pecado, ó Pai, vem nos guardar
Ao virmos nós teu nome engrandecer.

Que tua paz nos guie qual fanal
Durante a noite, para nos guardar
Na escuridão da vida e contra o mal,
Pois luz e trevas podes dominar.

Dá-nos, Senhor, a tua paz fruir
A cada instante em nosso labutar.
E, adentrando a Pátria do porvir,
A paz perfeita iremos desfrutar. Amém.
Oração de Envio

A Bênção
Ministro: O Senhor esteja convosco!
Povo: Seja também contigo!
Ministro: Amados do Senhor, recebei a bênção: que o Senhor vos abençoe e vos guarde. Que o Senhor sobre vós levante o rosto e tenha misericórdia de vós. Que o Senhor faça resplandecer sobre vós a sua face e vos dê a paz. † Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Responso: Amém tríplice dinamarquês (congregação, ao órgão).

Envio
Ministro: Ide em paz para serdes testemunhas de Jesus Cristo, e que o Senhor vos abençoe e vos acompanhe.
Povo: Graças rendamos a Deus!
Poslúdio e Recessional: Fantasia sobre o Troparion da Dormição da Virgem (ao órgão).

Após a saída do Ministro, dos oficiantes e do Coro, a igreja pode se assentar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Uma Reforma bem conservadora, parte III

Revm.º Peter D. Robinson

(tradução do artigo A conservative Reformation, part III, originalmente publicado no blog The Old Highchurchman, editado pelo Bispo P.D. Robinson, sufragâneo da United Episcopal Church dos Estados Unidos. A Sociedade pela Liturgia Reformada agradece a gentil autorização de D. +Peter para traduzir e publicar esta série de artigos).

A Sagração do Arcebispo Matthew Parker
no Palácio de Lambeth, 17 de dezembro de 1559.

As duas peças-chave do Acordo Isabelino (Elisabetano) eram a revisão de 1559 do Livro de Oração Comum de 1552, e os Artigos de Religião. Ambos definiram a tônica teológica para a Reforma Inglesa ao fornecer a liturgia segundo a qual a Igreja deveria orar diariamente, e o padrão doutrinário ao qual o clero deveria subscrever e aderir.