domingo, 16 de maio de 2010

(iMonk) Nova série: A liturgia evangélica - Introdução


Por Michael Spencer (iMonk)

Originalmente publicado em InternetMonk, em 13 de agosto de 2009.

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A partir de hoje, a SLR começa a publicar uma série de autoria de Michael Spencer, o falecido iMonk, sobre as igrejas evangélicas (quase universalmente a-litúrgicas do ponto de vista da tradição ocidental) e a relação que elas podem estabelecer com a forma do culto da Igreja universal.

iMonk foi batista de berço, tomou contato com a liturgia histórica ainda no seminário e tornou-se um entusiasta da sua promoção nas igrejas evangélicas, que não costumam ter laços com a tradição cristã histórica.

Suas lições podem muito bem se aplicar a igrejas protestantes que perderam o contato com as suas raízes. A SLR agradece, como sempre, a autorização de tradução e publicação desses artigos, dada pelos editores do InternetMonk.

O Editor

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Estou começando uma série de breves (espero) posts sobre "a liturgia evangélica". Nestes posts, eu vou pesquisar os elementos básicos de uma ordem de culto protestante tradicional, em uma igreja tradicional. E vou oferecer um breve comentário de cada um desses elementos, na intenção de explicar e desdobrar o que eu vejo como o valor de uma liturgia tradicional evangélica.

Isso tudo será a partir de um ponto de vista protestante não-anglicano, não-luterano, porque nós (não-luteranos, não-anglicanos) simplesmente nunca falamos sobre isso. (E eu estou animado com o novo livro de Bryan Chapell, Christ centered worship, que fala).

Esta série pode levar uns 21 ou mais posts. Não vou oferecer nenhuma crítica acadêmica aprofundada àqueles que não empregam esses elementos. Estou presumindo que a maior parte dos evangélicos sabem que poucos desses elementos estão sendo empregados nos cultos de formato popular que se desenvolveram no pós-protestantismo.

O que eu quero deixar claro é o valor desses elementos, e que cada um deles pode, em diversos contextos eclesiásticos, contribuir para o culto comunitário.

Esta série vai partir do pressuposto de que o culto público é uma atividade da Igreja reunida, não um evento voltado para os que "buscadores", ou um evento dirigido primariamente aos não-crentes. Muito do que eu descreverei aqui vem de 12 anos planejando os cultos de uma pequena igreja presbiteriana.

Esta é uma série que afirma a minha crença de que o pós-evangelicalismo intencionalmente buscar os recursos da Igreja mais ampla, mais profunda e mais antiga, é o caminho para os evangélicos.

O que será examinado na série "A Liturgia Evangélica"?

1. O ambiente de culto
2. As ferramentas
3. Os líderes
4. A Congregação
5. O prelúdio
6. A Chamada à Adoração
7. A Invocação
8. A Leitura Pública das Escrituras
9. Os cânticos
10. O Sermão das crianças
11. A Confissão Comunitária
12. A Declaração de Perdão
13. O Ofertório
14. O Sermão
15. O Credo
16. O Batismo
17. A Ceia do Senhor
18. As Orações do Povo
19. A Oração Pastoral
20. O Silêncio
21. O Convite
22. A Bênção
23. O Poslúdio

Cada um desses assuntos abre várias questões e problemas bíblicos, teológicos e práticos. Quero lidar com como esses elementos se encaixam em um culto na vida real, e não com as muitas polêmicas teológicas envolvidas. A Teologia do Culto, no entanto, será brevemente considerada em cada tópico.

2 comentários:

L. G. Freire disse...

Interessado em traducoes dos salmos genebrinos?

http://salmodia.wordpress.com

Pr. Hélio Francisco disse...

Olá Eduardo, ótimo post! Penso eu e deixa a sugestão acrescer ao teu blog um link de busca dentro dele, (layout, adic. gadget, ...)
PAZ em Cristo!