domingo, 16 de maio de 2010

(iMonk) Nova série: A liturgia evangélica - Introdução


Por Michael Spencer (iMonk)

Originalmente publicado em InternetMonk, em 13 de agosto de 2009.

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A partir de hoje, a SLR começa a publicar uma série de autoria de Michael Spencer, o falecido iMonk, sobre as igrejas evangélicas (quase universalmente a-litúrgicas do ponto de vista da tradição ocidental) e a relação que elas podem estabelecer com a forma do culto da Igreja universal.

iMonk foi batista de berço, tomou contato com a liturgia histórica ainda no seminário e tornou-se um entusiasta da sua promoção nas igrejas evangélicas, que não costumam ter laços com a tradição cristã histórica.

Suas lições podem muito bem se aplicar a igrejas protestantes que perderam o contato com as suas raízes. A SLR agradece, como sempre, a autorização de tradução e publicação desses artigos, dada pelos editores do InternetMonk.

O Editor

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Estou começando uma série de breves (espero) posts sobre "a liturgia evangélica". Nestes posts, eu vou pesquisar os elementos básicos de uma ordem de culto protestante tradicional, em uma igreja tradicional. E vou oferecer um breve comentário de cada um desses elementos, na intenção de explicar e desdobrar o que eu vejo como o valor de uma liturgia tradicional evangélica.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Manual de instruções para a vida

Não tem muito a ver com o escopo do blog, mas este vídeo é bom demais para deixar passar.

Pra quem clicar e assistir direto no youtube, há legendas em português.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Doutor StrangeLiturgy


Eu tenho amigos em lugares high-church.

Por Michael Spencer*

Originalmente publicado em InternetMonk, em 11 de abril de 2010. Traduzido com permissão.

A graça de eu estar em pé diante de uma igreja presbiteriana, vestindo toga, recitando o Credo Apostólico e dirigindo confissões congregacionais ainda não se perdeu pra mim. Se ao menos o pessoal da Igreja Batista de Hall Street pudesse me ver agora... eles não estariam rindo. (É Thomas Cranmer ali no canto com o sorrisinho irônico?)

domingo, 25 de abril de 2010

Conselhos litúrgicos grátis!

Por Jeffrey J. Meyers.

Originalmente publicado em Corrigenda Denuo, 11 de outubro de 2008 e 27 de outubro de 2008.

1. Música de fundo

Não fui eu quem escreveu O livro de liturgia (embora eu tenha escrito um livro sobre o assunto). Isso não faz de mim um especialista, mas acho que tenho um olho (e um ouvido) bom para apontar idiotices litúrgicas. É isto que eu pretendo fazer aqui: identificar alguns erros de prática litúrgica comumente cometidos em cultos públicos americanos. Corrigenda litúrgica (coisas a serem corrigidas), se me permitem. A Lucy cobra 5 centavos. Meus conselhos são de graça.

Este é meu primeiro conselho: não toque música de fundo durante a oração pastoral. Você sabe do que eu estou falando. O piano ou teclado começa a tocar alguma coisa lenta e indefinida, tipo música de elevador, quando o pastor começa a orar. E a musiquinha continua ao longo da oração. Às vezes a idéia é que ela estimule pensamentos "santificados", ou mesmo "espaciais". Sim, eu já ouvi música "espacial" sintetizada tocada durante a oração. Não sei que outro nome dar para isso; é o tipo de música que você ouviria durante uma apresentação no planetário mais próximo.

Essa prática é breguice total. É incrivelmente irritante e ridícula! Suspeito que ela venha diretamente dos cultos televisados e de outros "ministérios" televangelísticos. Não faça isso. Só ore. Se as pessoas estão tendo dificuldade de acompanhar suas orações, pastores, então encurtem-nas! Isso mesmo. A maioria das orações pastorais são longas demais. Melhor ainda, use uma forma de oração - uma litania ou uma prece intercessória - que realmente inclua a congregação no ato de orar. Essa sim, é uma idéia nova. Na verdade, não - é uma prática antiga que trata a congregação como participantes da liturgia, e não apenas uma audiência a ser manipulada com música emotiva.

Deixe a breguice para uma festa brega, onde ela é engraçada de verdade. Mantenha-a fora da igreja.

2. Não fale, faça!

Quantas vezes eu preciso dizer isto? Quem está me ouvindo? Tem alguém aí?

Não pregue outro sermão na Mesa antes da Comunhão. A gente já ouviu um sermão hoje, e se ele foi um sermão presbiteriano, ele provavelmente já foi longo demais. Pra que precisamos de outro mini-sermão antes da Ceia? Chega de falatório! Não precisamos de mais uma explicação comprida ou convite à Mesa antes da Santa Ceia. Simplesmente sirva a Ceia como Jesus mandou.

Nossa tradição é bem falha nesse departamento. Parece que a gente precisa "cercar" a Mesa com força pra que a Ceia faça efeito, para que o povo a leve a sério de verdade. Mesmo que a gente concorde que é preciso levar a Ceia a sério, o que nos faz pensar que falar sobre isso por 15 minutos antes de servirmos a comida fará diferença? Presbiterianos parecem não conseguir "sacar" o ritual a menos que cada passo seja "explicado" na liturgia.

Além do mais, a Mesa não tem a nada a ver com nos voltarmos para nós mesmos, nem com termos uma experiência individual com o Senhor. É um evento social, uma refeição ritual com outras pessoas!

Não é surpresa para mim que a maioria das igrejas presbiterianas e reformadas não pratiquem a Comunhão semanal. Quem iria querer aturar um chamado tão comprido a uma auto-reflexão "séria" e a uma "genuína" e "honesta" e "verdadeira" e "real" e "interna" apreciação da Mesa toda bendita semana? Eu não.

Lembrem-se, eu já discuti esse tipo de coisa aqui. Talvez eu devesse publicar em série minha exposição na Assembléia Geral da PCA deste ano e postar aqui.

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Jeffrey Meyers é Ministro da Palavra e Sacramentos da Presbyterian Church of America.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Paramentos

Por Douglas Wilson

Originalmente publicado em inglês em Credenda Agenda, em 19 de setembro de 2009.

Nota do Editor: Embora o Blog não subscreva todos os pontos de vista expressos pelo autor deste artigo, ele levanta alguns contrapontos práticos que geralmente passam em branco na reflexão dos partidários de um protestantismo reformado
high church.


Ao lidar com a questão dos trajes clericais, quer dentro do contexto de um Culto Público, quer fora dele, é difícil limitar a discussão a uma questão, apenas. Por exemplo, a questão de "usar paramentos" é uma questão. A questão de que esse uso seja obrigatório ou não, é outra, e ambas às vezes se sobrepõem. Nos estágios iniciais da Reforma inglesa, John Hooper voltou à Inglaterra no meio do reinado de Eduardo VI, e, dado o seu prolífico ministério no púlpito, foi-lhe oferecido o bispado de Gloucester. Ele declinou do cargo por ter escrúpulos quanto ao uso obrigatório dos trajes exigidos pelo Ordinal. Por sua recusa, foi lançado na prisão (por ninguém menos que Cranmer), e uma polêmica se iniciou.